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É a multiplicação desordenada de células da mama, que forma um tumor maligno. É o tipo de câncer mais comum nas mulheres no Brasil. Pode ocorrer nos homens, mas é raro.

Exame clínico, feito por médico ou enfermeiro treinado, e mamografia são as formas de detectar a doença na fase inicial, quando as chances de cura são maiores. O risco de câncer de mama aumenta com a idade.

É o exame em que o médico ou enfermeiro observa e palpa as mamas da paciente na busca de nódulos ou outras alterações. Deve ser feito uma vez por ano em mulheres a partir de 40 anos.*


O autoexame das mamas não é suficiente para a detecção precoce da doença. O toque das próprias mamas faz parte do reconhecimento do próprio corpo pela mulher e pode revelar possíveis alterações que devem ser relatadas a um médico. Porém, os tumores relacionados ao câncer de mama só são perceptíveis por autoexame em fase mais avançada, quando as condições de cura diminuem.


* Mulheres com histórico familiar devem iniciar o acompanhamento aos 35 anos.

É um exame de raio-x feito em equipamento específico, o mamógrafo, que permite visualizar pequenas alterações e descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno. Toda mulher entre 50 e 69 anos deve fazer pelo menos uma mamografia a cada dois anos mesmo que não tenha sintomas.*


* O exame a cada dois anos é o recomendado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Ministério da Saúde, e adotado pela CASSI. O Banco do Brasil pede mamografia anual no Exame Periódico de Saúde para mulheres entre 50 e 69 anos e de 40 a 49, a cada dois anos. Mulheres com histórico familiar devem iniciar o acompanhamento aos 35 anos.

Mulheres cuja mãe, irmã ou filha teve câncer de mama antes dos 50 anos, ou câncer de ovário, a partir dos 35 anos devem realizar o exame clínico das mamas e a mamografia uma vez por ano.

O câncer de mama pode ser percebido pela mulher como um caroço, acompanhado ou não de dor. A pele da mama pode ficar vermelha ou parecida com uma casca de laranja. Também podem surgir alterações no bico do peito, o mamilo, e aparecer pequenos caroços nas axilas. Nem sempre essas alterações são sinais de câncer de mama, porém ao observá-las, as mulheres devem procurar o seu médico na CliniCASSI ou na rede credenciada.

Há até 95% de chance de cura quando o diagnóstico ocorre precocemente. Por isso, é importante que toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.

Ações que podem reduzir as chances de câncer de mama

  • - Amamentar diminui entre 10% e 20% os riscos de a mãe ter a doença.
  • - Ter alimentação saudável e equilibrada, com frutas, legumes e verduras.
  • - Controlar o peso corporal, principalmente depois da menopausa.
  • - Praticar atividades físicas.
  • - Não fumar.
  • - Não consumir bebidas alcoólicas.
  • - Não fazer reposição hormonal sem prévia avaliação e orientação médica.

Frutas, verduras, legumes livres de agrotóxicos e cereais integrais devem ser consumidos regularmente. Eles contêm vitaminas, fibras e outros compostos que auxiliam as defesas naturais do organismo.

Alimentos processados, conservas, enlatados e embutidos, contém altos teores de nitritos e nitratos, que são usados para conservação, mas se transformam em nitrosaminas (compostos químicos cancerígenos) quando sofrem ação das enzimas digestivas.


Fonte: Ministério da Saúde – Instituto Nacional do Câncer (INCA) e Sociedade Brasileira de Mastologia.

Quem já venceu a doença

"Dizem que remocei 10 anos"


Dez anos mais nova. É assim que os amigos de Rosângela a percebem agora. "Curar uma doença grave me fez acordar para a vida", diz a médica de 52 anos. A profissão a fez ficar sempre atenta à própria saúde, da mesma forma que recomendava aos pacientes. O cuidado com as mamas seguiu os protocolos recomendados, com exames periódicos para rastreamento. E foi num desses exames de rotina que em dezembro de 2013 foram identificados dois tumores numa de suas mamas. Estavam bem pequenos ainda. Em fevereiro, uma semana depois de confirmado que eram malignos, ela foi submetida à mastectomia. Retirou as duas mamas de uma vez. A cirurgia foi suficiente, não precisou fazer quimio nem radioterapia. Porém, 40 dias depois da retirada das mamas, ele precisou voltar para o hospital para tratar uma infecção no local onde havia colocado as próteses mamárias. Precisou tomar antibióticos durante um mês e a recuperação acabou sendo mais demorada. Voltou ao trabalho em junho de 2014, quatro meses depois da operação e com um ânimo maior do que tinha antes. "A sensação de ter vencido é muito positiva e isso faz com que eu cuide mais tanto da saúde como da estética. Por isso falam que remocei", diz ela. Rosângela Janoni Marchiori é médica de família da CliniCASSI São Paulo Leste.

 

"O melhor remédio é o diagnóstico precoce"


A palestra sobre câncer de mama promovida pela CASSI ES dia 20 terminou com o relato de uma história real relacionada à doença: a da própria palestrante, Kate Brinatti Torres Amaral, especialista em ginecologia e obstetrícia, médica perita da CliniCASSI Vitória.


O exemplo de Kate reforça um aspecto importante relacionado ao câncer de mama: o da hereditariedade. Uma das irmãs dela tinha sido diagnosticada com câncer antes. Então ela já começou os exames de rastreamento aos 35 anos, como é recomendado a mulheres com histórico da doença na família. O primeiro exame teve resultado normal. Na segunda rotina de prevenção, aos 36, o diagnóstico foi positivo para a doença. Foi submetida à cirurgia, quimio e radioterapia e está curada.


Outras três irmãs de Kate enfrentaram a doença depois dela, sempre com diagnóstico precoce em função do acompanhamento a partir dos 35, como é recomendado. Todas estão bem e curadas, como Kate que hoje, aos 40 anos, tem saúde para ajudar outras mulheres a combater o câncer de mama. Além do trabalho como médica, ela participa de um grupo que promove sarau de música para chamar a atenção sobre a prevenção do câncer de mama e participa de um evento, o Celebrando a Vida, realizado no Teatro Carlos Gomes, em Vitória, voltado a esse tema.


"Sempre digo que o melhor remédio é o diagnóstico precoce", reforça ela.

 

Salva pelo Outubro Rosa de 2013


Joeci tratou de agendar a mamografia recomendada para mulheres da sua faixa etária assim que participou da atividade coletiva do Outubro Rosa promovida pela CliniCASSI Macapá em 2013. Costumava fazer o exame todos os anos, normalmente em setembro, mas o de 2013 não tinha marcado ainda. Como resultados anteriores sempre foram negativos, o atraso não seria um problema. Por sua sorte, não demorou mais: o diagnóstico, dessa vez, foi de câncer. Bem pequeno, de oito milímetros, só visível através da mamografia e confirmado pelo ultrassom de mama. Detectado no início, o tumor foi removido completamente. A ação rápida impediu que se espalhasse e não foi necessário fazer quimio nem radioterapia, usual para casos semelhantes quando o diagnóstico ocorre em fase mais avançada.


"Receber a notícia de câncer não foi fácil. Repeti o exame e procurei uma segunda opinião, que confirmou o tratamento indicado pelo primeiro médico: retirada da mama." Três meses depois de operada, Joeci já tinha até voltado a dirigir. Com menos de um ano do procedimento, leva vida normal e já se prepara para a cirurgia de reconstituição da mama. "Se todas as mulheres fizessem isso [acompanhamento periódico] não haveria tanta morte nem necessidade de tratamento invasivo porque o diagnóstico precoce salva", acredita. Mesmo com a aposentadoria, em 1996, a funcionária do Banco do Brasil manteve a rotina de exame periódico de saúde (EPS) que já fazia quando estava na ativa. Uma decisão que vem garantindo sua saúde e qualidade de vida, história que ela compartilha com outras mulheres sempre que tem oportunidade, em encontros comunitários dos quais participa na capital do Amapá.

 

 

 

 

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