SOBRE

Você sabia que o câncer de mama é o tipo de câncer com a maior taxa de mortalidade entre as mulheres no País?

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo mais comum, depois do câncer de pele, sendo a principal causa de mortes por câncer em mulheres.

Falar sobre câncer de mama nem sempre é uma tarefa simples, mas conversar sobre o tema abertamente ajuda mulheres e homens em todo o mundo a descobrirem a importância da prevenção, diagnóstico precoce e rastreamento. A postura atenta em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce do câncer da mama.


POSSÍVEIS CAUSAS

O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos), além das causas genéticas (histórico familiar).

Confira alguns fatores que aumentam o risco da doença:



Obesidade e sobrepeso

Sedentarismo

Consumo de bebida alcoólica

História familiar de câncer de mama



Exposição a radiações frequentes (raio-x, tomografia, mamografia, etc.)

Menopausa

Tabagismo

Uso de contraceptivos hormonais

TRATAMENTO

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo.

DIAGNÓSTICO PRECOCE E RASTREAMENTO

No Brasil, 66.280 casos novos são estimados para 2021. As estratégias de combate ao câncer de mama estão no diagnóstico precoce e o rastreamento.

PREVINA-SE

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:



Praticar atividade física

Manter o peso corporal adequado

Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e fumo

A amamentação faz bem ao bebê e a mãe também, pois reduz o risco de desenvolver câncer de mama



O sexo masculino também pode ter esse tipo de câncer. É mais raro quando comparado com a ocorrência nas mulheres (apenas 1% dos casos são homens).



A detecção precoce é fundamental no tratamento do câncer. Os serviços de saúde da CASSI estão organizados para realizar o atendimento dos participantes de forma segura, respeitando todos os protocolos de segurança para a Covid-19.

Fonte: Inca

ENTREVISTA

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) indica que houve cerca de 2,3 milhões de novos casos de câncer de mama no mundo em 2020, o que representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas nas mulheres. A doença ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil.

De acordo com a Médica de Família da CliniCASSI/ES, Kate Brinatti Torres Amaral, não se deve negligenciar a rotina de cuidados preventivos. Segundo ela, fazer exames, como a mamografia, faz parte da rotina de cuidados preventivos e deve ser realizada em conjunto com o respeito às normas sanitárias diante de uma pandemia.

“Tire sempre suas dúvidas com seu médico de família ou com um profissional de saúde da ClíniCASSI ou rede referenciada quanto aos cuidados e riscos e não deixe de realizar os exames quando indicado. Lembrando sempre que a prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores opções para um tratamento no tempo oportuno e com sucesso”, ressalta a médica.

O câncer de mama pode ser desde assintomático, não apresentar nenhum sintoma, daí a importância do exame de rotina para rastreio, até sintomas como:

• Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente
em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher.
• Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.
• Alterações no bico do peito (mamilo).
• Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço, saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos
Sim. Esta idade não é a de maior incidência de casos de câncer de mama, mas ele pode acontecer.
SIM. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. Sendo mais frequente em homens maiores de 50 anos, obesos e etilistas. O diagnóstico no homem é geralmente identificado por meio do surgimento de nódulo ou aumento da mama.
SIM. 30% dos casos de câncer de mama são associados a causa heredofamiliar.
São muitos os estudos nas mais prestigiadas publicações cientificas do mundo que avaliam o aumento do risco do câncer de mama com o uso do contraceptivo, mostrando um risco maior para as usuárias de anticoncepcionais em relação àquelas que nunca recorreram ao medicamento. Porém não há necessidade das mulheres interromperem o uso do anticoncepcional que já utilizam, o ideal é que cada pessoa avalie ou discuta com seu médico sobre os riscos e os benefícios desta decisão. Essa é a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia.
Os estudos não mostram aumento do risco do câncer de mama em mulheres usuárias de prótese de silicone, ou seja, as chances de desenvolver câncer de mama são as mesmas em mulheres usuárias e não usuárias de prótese de silicone.

Quanto ao exame mamografia de rotina, a presença das próteses exigem algumas adaptações no posicionamento da paciente e do aparelho no momento do exame, mas não impede ou contraindica a realização da mamografia.
Os fatores endócrinos/história reprodutiva estão relacionados principalmente ao estímulo estrogênico prolongado seja endógeno ou exógeno, com aumento do risco quanto maior for a exposição. Além do fato de não ter filhos (nuliparidade) ou a gestação após os 30 anos, também incluem neste fator a primeira menstruação precoce (com menos de 12 anos) e menopausa ou última menstruação tardia (com mais de 55 anos).
Não.
Não há evidências consistentes que a comprovem a relação do uso de desodorante e antitranspirante com o surgimento do câncer de mama. O Instituto Nacional de Câncer (Inca), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a American Cancer Society (EUA) sustentam que, apesar de seguros, é importante estudar possíveis efeitos de alguns ingredientes desses produtos no organismo.
O autoexame pode ser feito uma vez por mês, todos os meses, entre o 3º e o 5º dia depois da menstruação, que é quando as mamas estão mais flácidas e indolores, ou em uma data fixa nas mulheres que não têm menstruação.
A mamografia é indicada como exame de rastreio em mulheres maiores de 50 anos.
A mamografia é eleita o exame de escolha para rastreio do câncer de mama. Há exames complementares à mamografia como ultrassonografia e ressonância magnética com indicações específicas e individualizadas.
Doses altas ou moderadas de radiação ionizante (como as que ocorrem nas mulheres expostas a tratamento de radioterapia no tórax em idade jovem) ou mesmo doses baixas e frequentes (como as que ocorrem em mulheres expostas a dezenas de exames de mamografia) aumentam o risco de desenvolvimento do câncer de mama. É muito importante mencionar que o risco associado à exposição a radiação pela mamografia é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício que pode ser obtido quando indicada na idade e frequência de realização corretas.
A mastectomia consiste na retirada da mama, incluindo a pele que a recobre e o mamilo. Está indicada diante do diagnóstico do câncer de mama a depender do tipo e do tamanho do tumor, alguns casos podem ter indicação da retirada de apenas um quadrante da mama e não de toda a mama. Há casos de mastectomia indicadas profilaticamente, para pacientes que têm um risco elevado de malignidade devido a antecedentes familiares fortes ou das mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2.
Nestes casos as pacientes podem optar para uma mastectomia profilática.
Tratamento cirúrgico com retirada de um quadrante da mama ou de toda a mama.
Tratamento radioterápico.
Tratamento quimioterápico com medicações endovenosa e oral.

É importante saber que estes tratamentos têm indicações específicas, podendo ter casos em que a paciente realizará apenas um deles e casos em que realizará todos eles sendo indicado um complementar ao outro.
Sim. A prevenção deve sempre ser indicada.

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